PARTE 1

PARTE 2

Busca Ninja

Execução dos trabalhos de fiscalização tributária.

A atuação da Administração Tributária deve obediência aos princípios da legalidade, impessoalidade, publicidade, razoabilidade, interesse público, eficiência e motivação dos atos administrativos. Em relação aos trabalhos de fiscalização, a Lei Complementar nº 939/03, em seu art. 9º, estabelece que os memos devem ser precedidos de emissão de ordem de fiscalização, notificação ou outro ato administrativo autorizando a execução de quaisquer procedimentos fiscais.

Desconto composto racional x desconto composto comercial.

No desconto composto racional a taxa de juros é aplicada sobre o valor atual (VA) do título. Esse modo de desconto torna a operação mais justa pois os encargos são aplicados sobre o valor líquido. No desconto composto comercial os encargos são aplicados sobre o valor futuro (VF) da operação. Neste caso, há um prejuízo para o tomador, pois está pagando juros inclusive sobre o valor do desconto (D), que de fato não está ficando consigo.

Taxa Mínima de Atratividade

Utilização da Taxa Mínima de Atratividade (TMA) e Valor Presente Líquido (VPL) como fatores de decisão entre dois projetos de investimento.

Contabilização de dividendos de participações societárias.

Os lucros ou dividendos recebidos por pessoa jurídica, em decorrência de participação societária avaliada pelo custo de aquisição, podem ser contabilizados de duas formas, dependendo do prazo decorrido desde aquisição do investimento.

ISS-BH - Edital do Concurso para Auditor Fiscal e Auditor Técnico

EDITAL 04/2011 Concurso Público para provimento dos cargos públicos efetivos de Auditor Fiscal de Tributos Municipais e Auditor Técnico de Tributos Municipais da Carreira dos Servidores da Área da Tributação do Quadro Geral de Pessoal da Administração Direta do Poder Executivo do Município de Belo Horizonte.

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Taxa Interna de Retorno - ICMS-SP/2006/FCC - Questão 45

45. A representação gráfica abaixo corresponde ao fluxo de caixa de um projeto de investimento com a escala horizontal em anos.
Se a taxa interna de retorno referente a este projeto é igual a 10% ao ano e (X+Y) = R$ 10.285,00, tem-se que X é igual a

a) R$ 3.025,00
b) R$ 3.267,00
c) R$ 3.388,00
d) R$ 3.509,00
e) R$ 3.630,00

Resolução:

A taxa de interna de retorno (TIR) é a taxa que torna a soma do valor atual
dos fluxos igual a zero. 

Como a taxa de retorno informada é igual a 10%, a equação pode ser montada na forma abaixo:

[2.200/(1 + 0,10)¹] + [X/(1+ 0,10)²] + [Y/(1 + 0,10)³] - 10.000 = 0

(2.200/1,10) + (X/1,21) + (Y/1,331) - 10.000 = 0

(X/1,21) + (Y/1,331) = 10.000 - 2.000

(X/1,21) + (Y/1,331) = 8.000

1,1X + Y
------------- = 8.000
1,331

1,1X + Y = 10.648

A questão informa que (X + Y) = 10.285. Com essa informação, podemos multiplicar os valores dessa equação por (-1) e montar uma soma de equações, conforme abaixo:

1,1X + Y = 10.648
-X - Y = - 10.285
-----------------------
0,1X + 0 = 363

Como resultado, chegamos a:
X = 363 / 0,1 => X = 3.630

Resposta: Letra E

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Planejamento e Orçamento na Constituição de São Paulo

26. Nos termos da Constituição do Estado, é correto afirmar que a lei orçamentária anual

a) estabelece diretrizes, objetivos e metas da administração público estadual para as despesas de capital e outras delas decorrentes

b) não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, ressalvada apenas a autorização para abertura de crédito suplementares, nos termos da lei

c) compreenderá o orçamento de seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta e indireta

d) estabelece normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta estadual, bem como condições para a instituição e o funcionamento de fundos

e) define o orçamento fiscal referente a entidades da administração direta e indireta estadual, excetuados os investimentos das empresas em que o Estado detenha a maioria do capital social com direito a voto



Comentários:

A lei que institui o plano plurianual estabelece as diretrizes, objetivos e metas (DOM) da administração pública estadual para as despesas de capital e outras dela decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.

A lei orçamentária anual não pode conter dispositivo estranho à previsão de receita e fixação de despesa. Há duas exceções a essa proibição. A constituição permite que a lei orçamentária contenha autorização para abertura de créditos suplemetares e para contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação da receita, nos termos da lei.

O estabelecimento de normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta, de todos os entes federados, bem como de condições para a instituição e o funcionamento de fundos cabe a lei complementar, conforme previsto na Constituição Federal.

A lei orçamentária compreende
:


I - O orçamento fiscal referente aos Poderes do Estado, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público;

II - O orçamento das empresas em que o Estado, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;

III - O orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta e indireta, bem como os fundos e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.


Resposta: Letra C

domingo, 2 de agosto de 2009

Utilização de saldo credor de ICMS - ICMS-SP/2006/FCC - Questão 4

4. Determinada empresa industrial paulista possui saldo credor de ICMS relativo a insumos, materiais de embalagem e materiais secundários, os quais foram adquiridos em operações internas, à alíquota de 18%, e utilizados na elaboração de seus produtos. Esses materiais foram vendidos em janeiro de 2006 para contribuintes localizados em outros Estados, mas essas vendas não foram suficientes para compensar os créditos lançados na escrita fiscal. Considere que todas as operações de aquisições e de vendas foram devidamente tributadas, segundo as alíquotas vigentes, e não estavam amparadas por qualquer benefício fiscal. Em decorrência, utilizou esse saldo de ICMS para compra de matéria-prima de seu fornecedor, no mês de fevereiro de 2006.


Diante desse quadro, a atitude da empresa


a) foi correta, uma vez que amparada pelas disposições do Regulamento do ICMS paulista que permite transferir crédito acumulado para fornecedor de matéria-prima.


B) foi correta, pois, para o caso, não há necessidade de obtenção de prévia autorização da Secretaria da Fazenda - SEFAZ.


C) não foi correta, haja vista que primeiro deve transformar saldo credor em crédito acumulado, na forma regulamentar, e obter autorização para apropriação, para o efeito pretendido.


D) foi correta, porquanto o saldo credor de ICMS se deu em decorrência da aplicação do princípio constitucional da não cumulatividade.


E) foi correta, tendo em vista que o seu saldo credor de ICMS se acumulou naquele mês em decorrência da aplicação de alíquotas diversificadas entre as operações de entrada e as operações de saída, o que lhe permitiu transferir esse saldo para compra de matéria-prima.

Comentários:

Em razão da diferença entre as alíquotas das operações internas e as utilizadas nas vendas para outros Estados a empresa teve mais créditos do que débitos do ICMS. Essas diferença poderá ser utilizada pela empresa para pagamento dos insumos adquiridos, conforme previsão no Regulamento do ICMS.

O RICMS exige, entretanto, que o crédito seja primeiramente apropriado pelo Fisco para somente depois ser utilizado pela empresa.

Nesse caso, então, a atitude da empresa não foi correta, pois havia a necessidade de autorização pela Administração Fazendária. Após essa autorização os meros créditos de ICMS poderão ser registrados como créditos acumulados, o que deve ser feito no último dia do período em ocorrer a autorização.

Resposta: Letra C

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sistema de Amortização Misto - ICMS-SP/2006/FCC - Questão 44

44. Um plano de pagamentos referente à aquisição de um imóvel foi elaborado com base no sistema de amortização misto (SAM) e corresponde a um empréstimo no valor de R$ 120.000,00, a uma taxa de 2% ao mês, a ser liquidado em 60 prestações mensais, vencendo a primeira um mês após a data do empréstimo.




Nº de períodos FRC
10 0,111
20 0,061
30 0,045
40 0,037
50 0,032
60 0,029

O valor da 30ª (trigésima) prestação é igual a


a) R$ 3.320,00
b) R$ 3.360,00
c) R$ 3.480,00
d) R$ 4.140,00
e) R$ 4.280,00


Comentários:

Os valores das parcelas de amortização de um financiamento podem ser diferentes conforme o o sistema de amortização utilizado.


No Sistema de Amortização Constante - SAC, o valor da parcela é mais alto no início e vai decaindo com o passar do tempo. Isso acontece porque em cada parcela são incluídos os juros devidos até aquele momento.


Já no Sistema Price ou Sistema Francês de Amortização, os juros são cálculados até o final do financiamento e distribuídos nas parcelas de forma que todas tem o mesmo valor até o final do financiamento. O cálculo da parcela é facilitado com a utilização de um Fator de Recuperação de Capital - FRC.


O Sistema Misto de Amortização, com diz o nome, faz uma média do valor calculado pelos dois sistema anteriores.

Vamos ao cálculo da prestação com base nos dados do enunciado.

Valor do empréstimo: R$ 120.000,00
Taxa de juros: 2% ao mês
Prazo do finaciamento: 60 meses
Fator de Recuperação de Capital: 0,029

I - Sistema de Amortização Constante - SAC

Amortização mensal de capital: R$ 120.000,00 / 60 = R$ 2.000,00
Saldo devedor após 29 parcelas pagas: R$ 120.000,00 - (29 x R$ 2.000,00) = R$ 120.000,00 - R$ 58.000,00 = R$ 62.000,00
Juros devidos no mês: R$ 62.000,00 x 2% = R$ 1.240,00
Valor da 30ª parcela: R$ 2.000,00 + R$ 1.240,00 = R$ 3.240,00

II - Sistema Price de Amortização

Aqui é mais fácil!
Valor de parcela: R$ 120.000,00 x 0,029 = R$ 3.480,00

III - Sistema de amortização Misto

Parcela pelo Sistema Price: R$ 3.480,00
Parcela pelo Sistema SAC : R$ 3.240,00
Parcela pelo Sistema Misto: (R$ 3.480,00 + R$ 3.240,00) / 2 = R$ 3.360,00


Resposta: Letra B

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Concordância verbal e nominal - ICMS-SP/2006/FCC - Questão 20

20. A frase em que a concordância está em conformidade com o padrão culto é:

a) os advogados reclamaram da indecisão do depoente, sem perceber que as perguntas que a ele eram dirigidas lhes parecia obscura, difíceis de serem compreendidas.

b) era intricada a associação de idéias do promotor e o apelo que fazia aos jurados, o que, consideradas as circunstãncias, os conduziram a uma decisão questionável.

c) é sempre falível, a meu ver, os juízos que se fundamentam mais na verve do orador que no conteúdo de seu discurso, mesmo quando os ouvintes lhe neguem aquele predicado.

d) suponho que devem existir sérias razões para ele ter-se comportado assim: todas as questões que lhe eram postas ele julgava irrelevantes.

e) o relatório, de cujo dados discordou-se , foi rejeitado imediatamente, tendo sido sugerido, em caráter de urgência, a sua plena revisão ou até mesmo sua substituição.

Comentários:

Alternativa A
As perguntas pareciam obscuras.
A concordância está incorreta. Para corrigi-la, o texto deveria ser reescrito da seguinte forma: "os advogados reclamaram da indecisão do depoente, sem perceber que as perguntas que a ele eram dirigidas lhes pareciam obscuras, difíceis de serem compreendidas".

Alternativa B
O erro está na concordância entre o verbo conduzir e seu sujeito "que", que justifica a concordância no singular.
A próclise no pronome "os" antes do verbo conduzir está correta, justificada pela atração com o pronome "que".
A concordância em "era intricada a associação..." foi feita na 3ª pessoa do singular, concordando com o primeiro núcleo do sujeito, que está mais próximo. Também ficaria correto se o verbo fosse conjugado na 3ª pessoa do plural, para concordar com o sujeito composto.

Alternativa C
Os juízos são falíveis.
A concordância deve ser feita na 3ª pessoa do plural, para o texto ficar correto.
São sempre falíveis, a meu ver, os juízos que se fundamentam mais na verve do orador que no conteúdo de seu discurso, mesmo quando os ouvintes lhe neguem aquele predicado.

Alternativa D
Parafrasendo o texto, teríamos: "sérias razões devem existir, suponho, para ele ter-se comportado assim..."
O uso do pronome "lhe" está correto em razão do pronome reto "ele" (as questões era postas "a ele").

Alternativa E
Foi sugerida a revisão do relatório, de cujos dados discordou-se.
Está errada a concordância verbal em "sugeridos", com relação a "revisão", núcleo do sujeito. Também está errada a concordância em "cujo dados"; a concordância correta seria "cujos dados".

Resposta: Letra D

domingo, 19 de julho de 2009

Causas para perda da propriedade de acordo com o Código Civil

20. O imóvel urbano que o proprietário abandonar, com a intenção de não mais o conservar em seu patrimônio, e que se não encontrar na posse de outrem

a) passará à propriedade da União, depois de vinte anos de abandono comprovado

b) somente será adquirido pelo Município mediante usucapião extraordinária

c) será arrecadado, como bem vago, e passará, cinco anos depois, à propriedade do Estado onde se situar ou à do Distrito Federal

d) poderá ser arrecadado, como bem vago, e passar, três anos depois, à propriedade do Município ou à do Distrito Federal, se se achar nas respectivas circunscrições

e) será arrecadado, como bem vago, e passados dez anos incorporado ao patrimônio da universidade pública cuja sede esteja mais próxima

Comentários:

Da perda da propriedade, conforme previsto no Código Civil.

Além de outras causas consideradas no Código Civil, perde-se a propriedade quando há:

a) alienação;
b) renúncia;
c) abandono;
d) perecimento;
e) desapropriação.

O imóvel urbano que o proprietário abandonar, com a intenção de não mais o conservar em seu patrimônio, e que se não encontrar na posse de outrem, poderá ser arrecadado, como bem vago, e passar, após três anos, à propriedade do município ou do Distrito Federal, conforme a sua localização.

Atualmente, o dono do imóvel tem a obrigação mantê-lo bem cuidado, sob o risco de perdê-lo.

Resposta correta: Letra D

sábado, 18 de julho de 2009

Probabilidades - ICMS-SP/2006/FCC - Questão 50

50- Marco estuda em uma universidade na qual, entre as moças de cabelos loiros, 18 possuem olhos azuis e 8 possuem olhos castanhos; entre as moças de cabelos pretos, 9 possuem olhos azuis e 9 possuem olhos castanhos; entre as moças de cabelos ruivos, 4 possuem olhos azuis e 2 possuem olhos castanhos. Marisa seleciona aleatoriamente uma dessas moças para apresentar para seu amigo Marco. Ao encontrar com Marco, Marisa informa que a moça selecionada possui olhos castanhos.

Com essa informação, Marco conclui que a probabilidade de a moça possuir cabelos loiros ou ruivos é igual a:


a) 0
b) 10/50
c) 19/50
d) 10/19
e) 19/31


Resolução:


Vamos montar uma tabela para facilitar a visualização da questão:

Olhos azuis

Olhos castanhos

I - Cabelos loiros

18

8

II - Cabelos pretos

9

9

III - Cabelos ruivos

4

2

Totais

31

19


I - Entre as moças de cabelos loiros, 18 possuem olhos azuis e 8 possuem olhos castanhos;

II - Entre as moças de cabelos pretos, 9 possuem olhos azuis e 9 possuem olhos castanhos;

III - Entre as moças de cabelos ruivos, 4 possuem olhos azuis e 2 possuem olhos castanhos.


Qual a probabilidade de a moça selecionada possuir cabelos loiros ou ruivos, sabendo que ela possui olhos castanhos?


Com base na tabela podemos verificar que o total de moças que possuem olhos castanhos é 19.


Assim, podemos concluir que, possuindo olhos castanhos, a propabilidade de a moça possuir:


a) cabelos loiros: 8/19

b) cabelos ruivos: 2/19

c) cabelos loiros OU cabelos ruivos: 8/19 + 2/19 = 10/19


Resposta: Letra D

Uso da vírgula - ICMS-SP/2006/FCC - Questão 40

40. Considere as seguintes frases:

I - O autor lamenta a situação dos jovens de hoje, que vivem o tempo como uma espécie de presente contínuo.

II - Ao final do século XIX, ocorreu o esquecimento dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas.

III - Preservemos a memória do passado, cujas experiências encerram lições ainda vivas.

A eliminação da vírgula acarretará alteração de sentido APENAS para o que está em

a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) I e III

Comentários:

Esse tipo de questão trata, geralmente, do uso ou não da vírgula junto ao pronome relativo para indicar a oração seguinte como adjetiva restritiva (sem a vírgula) ou explicativa (com a vírgula), alterando o sentido do texto.

No item I o uso da vírgula indica que o autor lamenta a situação de TODOS os jovens de hoje. Caso a vírgula fosse retirada a oração seguinte mudaria de sentido, indicando uma restrição, isto é, o autor lamentaria a situação de apenas uma parte dos jovens: daqueles que vivem o tempo como uma espécie de presente contínuo.

No item II a vírgula separa um adjunto adverbial deslocado para o início do texto. Nesse caso, o uso da vírgula tem cunho estilístico para dar ênfase ao adjunto adverbial de tempo. Sua retirada não alteraria o sentido do texto, apenas retiraria a expressividade dada ao adjunto adverbial.

No item III, assim como no item I, a vírgula está colocada junto ao pronome relativo indicando que a oração seguinte trata-se de uma explicação da expressão "memórias do passado". Sem a vírgula, entenderíamos que nem todas as memórias deveriam ser preservadas, mas apenas aquelas cujas experiências encerram licões ainda vivas.

Resposta: Letra E

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Matérias reservadas à lei complementar - ICMS-SP/2006/FCC - Questão 70

Julgue os itens subsequentes, relativos aos atos e aos recursos administrativos.

31. No âmbito administrativo, o princípio da oficialidade assegura a possibilidade de instauração do processo por iniciativa da administração, independetemente de provocação do administrado e, ainda, possibilita o impulsionamento do processo, com a adoção de todas as medidas necessárias a sua adequada instrução.


32. Um decreto assinado pelo chefe do Poder Executivo e referendado por um ministro de Estado e uma dispensa de licitação dependente de homologação por uma autoridade superior para produzir efeitos são exemplos, respectivamente de ato complexo e ato composto.


33. A
revogação, possível de ser feita pelo Poder Judiciário e pela administração, não respeita os efeitos já produzidos pelo ato administrativo.


34. O recurso administrativo depende de caução e será dirigido automaticamnte à autoridade superior àquela que proferiu a decisão.


Comentários:


Princípio da oficialidade


Ensina-nos Marcelo Alexandrino que o princípio da oficialidade, também conhecido como princípio do impulso oficial do processo, informa que é sempre à Administração que compete a movimentação do processo administrativo, ainda que inicialmente provocado pelo particular.


Uma vez iniciado, o processo passa a pertencer ao Poder Público, a quem compete dar a ele prosseguimento, até a decisão final. Dessa forma, a Administração Pública tem o dever de dar prosseguimento ao processo, podendo providenciar a produção de provas, solicitar laudos e pareceres, enfim, fazer tudo aquilo que for necessário para que se chegue a uma decisão final conclusiva.


Atos administrativos complexos e compostos


Ato administrativo simples é o que decorre da manifestação de vontade de um único órgão, unipessoal ou colegiado. O ato simples não depende da manifestação de outros, concomitantes ou posteriores, para que seja considerado perfeito e, em princípio, esteja apto a produzir efeitos.


No ato administrativo complexo é necessário, para sua formação, a manifestação de vontade de dois ou mais diferentes órgãos. Nesse caso, temos um único ato, e não uma série de atos encadeados.


Nos dois tipos, há a edição de somente um ato, sendo que o ato complexo é formado por manifestações homogêneas de vontades de órgãos diversos. E quanto o referendo do Ministro em Decreto assinado pelo Presidente da República, caracteriza-se ato simples ou complexo?


Há controvérsias, mas nos concursos anteriores, em que apareceram questões semelhantes, esse tipo de ato foi caracterizado como complexo.


Em relação ao ato administrativo composto, define-se como aquele cujo conteúdo resulta da manifestação de um só órgão, mas a produção de seus efeitos depende de um outro ato que o aprove. A função do segundo ato é meramente instrumental, e seu efeito é justamente tornar eficaz o ato principal. É o que ocorre com a homologação da licitação pela autoridade superior, mas pertencente ao mesmo órgão.


Extinção de atos administrativos


A revogação é uma das formas de extinção dos atos administrativos. As outras formas mais comuns são a anulação e a cassação. Ainda podem ser citados o desfazimento volitivo, a extinção natural, a extinção subjetiva, a extinção objetiva e a caducidade.


Na lição de Hely Lopes Meirelles, "revogação é a supressão de um ato administrativo legítimo e eficaz, realizada pela Administração - e somente por ela - por não mais lhe convir sua existência".


Portanto, a revogação está relacionada com o poder discricionário da administração, isto é, decorre exclusivamente de critérios de oportunidade e conveniência e, por isso, não podem ser extintos pelo Pode Judiciário no exercício de sua função jurisdicional.


No entanto, o Poder Judiciário pode anular seus próprios atos no uso de sua função atípica, administrativa, mas deverá, nesse caso, respeitar os efeitos já produzidos pelo ato administrativo. Assim como nos atos anulados pelo Poder Executivo, os efeitos da anulação serão ex-nunc.


Recurso administrativo


Conforme consta na Lei nº 9.784/99, cabe recurso das decisões administrativas, em face de razões de legalidade e de mérito. Nessa situação, o recurso deve ser dirigido à autoridade administrativa que proferiu a decisão, que se não o reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade superior.


Segundo a mesma lei, salvo exigência legal, a interposição de recurso administrativo independente de caução. Contudo, o Supremo Tribunal Federal já decidiu ser inconstitucional a exigência, mesmo que estabelecida em lei, de depósito prévio, arrolamento de bens e qualquer outra imposição onerosa, ou que implique constrição patrimonial, como condição de admissibilidade de recursos em processos administrativos concernentes a tributos.


Respostas: 31.Certa - 32.Certa - 33.Errada - 34.Errada

Créditos e débitos de ICMS - ICMS-SP/2006/FCC - Questão 37

37. Considere o seguinte encadeamento de três operações sujeitas à legislação do ICMS, todas ocorridas em território paulista, considerando que a alíquota é uniforme de 20%.

- Operação 1: A Sociedade Anônima O2B vende à empresa Laranjeira Ltda. Matérias-primas no valor de R$ 100,00, em operação sujeita ao ICMS.

- Operação 2: A partir das matérias-primas adquiridas de O2B e de energia elétrica, adquirida ao custo de R$ 20,00 da concessionária local, tributada normalmente, a empresa Laranjeira Ltda. Aplica mão-de-obra ao custo de R$ 10,00 para elaborar produtos e os vende, com isenção do ICMS, à empresa Pinto da Silva e Cia., para quem tais produtos são insumos para a sua produção.

- Operação 3: A empresa Pinto da Silva e Cia. Efetua transformação dos insumos adquiridos, com tributação normal, da Laranjeira Ltda., e vende seu produto em operação tributada ao consumidor final por R$ 200,00.

A carga tributária total do ICMS do produto levado ao consumo é de

a) R$ 40,00
b) R$ 42,00
c) R$ 44,00
d) R$ 48,00
e) R$ 64,00

Comentários:

Operação 1: Sociedade Anônima O2B
Vendeu R$ 100,00
Débito do ICMS: R$ 20,00
ICMS recolhido: R$ 20,00

Operação 2: Laranjeira Ltda.
Valor da venda: não informado (100,00 + 20,00 + 10,00 + outros custos + margem de lucro)
Valor do crédito do ICMS: R$ 24,00 (mas não pode ser aproveitado)
Valor do débito do ICMS: 0,00 isento

Operação 3: Pinto da Silva
Valor da venda: R$ 200,00
Crédito do ICMS: 0,00
Débito do ICMS: R$ 40,00
ICMS recolhido: R$ 40,00

Utilização de energia elétrica na operação 2:
Valor da venda: R$ 20,00
ICMS recolhido: R$ 4,00

Total da carga tributária: R$ 20,00 + 40,00 + 4,00 = R$ 64,00

Resposta: Letra E

Princípios Fundamentais de Contabilidade - ICMS-SP/2006/FCC - Questão 90

90. São princípios contábeis enunciados pela Resolução CFC nº 750/93, do Conselho Federal de Contabilidade:

a) continuidade, prevalência da essência sobre a forma e tempestividade

b) registro pelo valor atualizado, regime de caixa e materialidade

c) entidade, competência e reavaliação de ativos

d) ajuste de bens ao valor de mercado, recuperação de despesas e uniformidade

e) prudência, oportunidade e continuidade

 

Comentários:

 

Os Princípios Fundamentais de Contabilidade (PFC) são de observância obrigatória pelo profissional de contabilidade no exercício de suas atividades. A sua observância constitui, também, condição de Legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade.

 

Conforme disposto na Resolução 750/93, os Princípios Fundamentais de Contabilidade são: da Entidade, da Continuidade, da Oportunidade, do Registro pelo Valor Original, da Atualização Monetária, da Competência e da Prudência.

 

Na aplicação dos princípios tem-se como norma a prevalência da essência sobre a forma. A alternativa "a" está errada por ter incluído esta norma como um princípio. Além disso, a tempestividade também não é um princípio e sim uma característica da aplicação do princípio da Oportunidade.

 

As alternativas "b", "c" e "d" também estão erradas por conterem termos que não fazem parte dos PFCs. Verifica-se que houve intenção de confundir as expressões utilizadas (registro pelo valor atualizado, reavaliação de ativos, ajustes de bens ao valor de mercado etc) com os princípios do Registro pelo Valor Original e da Atualização Monetária.

 

Apenas a alternativa E apresenta corretamente Princípios Fundamentais da Contabilidade, como pode ser verificado na tabela abaixo:

 

Princípios Significado resumido
Entidade Autonomia patrimonial. O patrimônio da entidade não se confunde com o de seus sócios.
Continuidade A duração da entidade deve ser considerada quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais.
Oportunidade Refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e de suas mutações.
Registro pelo Valor Original Os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior.
Atualização Monetária Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis
Competência As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se relacionarem, independentemente do pagamento ou recebimento.
Prudência Determina a adoção do menor valor para os componentes do Ativo e do maior para os do Passivo, sempre que se apresentarem alternativas igualmente válidas para

 

Resposta: Letra E

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