quinta-feira, 26 de maio de 2011
Juros simples - Cálculo com utilização de regra de três
51. Uma pessoa necessita efetuar dois pagamentos, um de R$ 2.000,00 daqui a 6 meses e outro de R$ 2.382,88 daqui a 8 meses. Para tanto, vai aplicar hoje a juros simples o capital C à taxa de 3% ao mês, de forma que:
− daqui a 6 meses possa retirar todo o montante, efetuar o pagamento de R$ 2.000,00 e, nessa data, aplicar o restante a juros simples, à mesma taxa, pelo resto do prazo;
− daqui a 8 meses possa retirar todo o montante da segunda aplicação e efetuar o segundo pagamento, ficando com saldo nulo e sem sobras.
Nessas condições, o valor de C é igual a
a) R$ 3.654,00
b) R$ 3.648,00
c) R$ 3.640,00
d) R$ 3.620,00
e) R$ 3.600,00
Item do programa - 1. Juros simples. Montante e juros. Taxa real e taxa efetiva. Taxas equivalentes. Capitais equivalentes.
O gráfico a seguir indica o fluxo dessa operação: um capital (C) é aplicado no momento 0 e depois de seis meses rende um determinado montante, do qual R$ 2.000,00 são retirados e o restante, que continua aplicado, corresponderá a R$ 2.382,88 ao final de oito meses, considerando juros simples de 3% ao mês.
Primeiramente, vamos calcular qual foi o capital da segunda aplicação, ou seja, qual o valor que aplicado durante dois meses, a 3% a.m., corresponde ao montante de R$ 2.382,00. Conhecendo esse valor, vamos somá-lo ao valor que foi retirado ao final da primeira aplicação e, em seguida, vamos calcular o valor da aplicação inicial.
Para isso, vamos recorrer a uma regra de três, em que o capital corresponde a 100% e montante corresponde a 100% mais os juros do período em que o capital esteve aplicado.
Esta é a fórmula para cálculo de juros simples, com regra de três:
C --> | 100 |
M --> | 100 + (i x n) |
Onde:
C = Capital
M = Montante
i = taxa de juros
n = período
Regra de três para cálculo da segunda aplicação:
C --> 100
R$ 2.382,88 --> 100 + (3 x 2)
Como é uma regra de três direta, fazemos o cálculo cruzado.
R$ 2.382,88 x 100 = C x 106
C = R$ 238.288,00 / 106
C = R$ 2.248,00
Então, R$ 2.248,00 corresponde ao valor restante da primeira aplicação. Sendo assim, o montante da primeira aplicação corresponde a R$ 4.248,00 (R$ 2.000,00 + R$ 2.248,00).
Utilizando novamente a fórmula acima, poderemos descobrir qual o capital que, aplicado por seis meses a 3% de juros ao mês, resultou no montante de R$ 4.248,00.
Regra de três para cálculo da primeira aplicação:
C --> 100
R$ 4.248,00 --> 100 + (3 x 6)
Da mesma forma do cálculo anterior:
R$ 4.248,00 x 100 = C x 118
C = R$ 424.800,00 / 118
C = R$ 3.600,00
Gabarito: Letra E
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Estoques - Definição de valor realizável líquido e de valor justo
11- Assinale a opção que não corresponde à verdade.
Entre as definições contidas nas resoluções do Conselho Federal de Contabilidade para o correto reconhecimento e mensuração de estoques encontramos a seguinte:
a) Valor realizável líquido é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários para se concretizar a venda.
b) Valor justo é aquele pelo qual um ativo pode ser trocado ou um passivo liquidado entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si, com ausência de fatores que pressionem para a liquidação da transação ou que caracterizem uma transação compulsória.
c) O valor realizável líquido refere-se à quantia líquida que a entidade espera realizar com a venda do estoque no curso normal dos negócios.
d) O valor justo reflete a quantia pela qual o mesmo estoque pode ser trocado entre compradores e vendedores conhecedores e dispostos a isso.
e) O valor justo é um valor específico para a entidade, ao passo que o valor realizável líquido não é. Por isso, o valor realizável líquido dos estoques pode não ser equivalente ao valor justo deduzido dos gastos necessários para a respectiva venda.
Item do Programa - 7 - Estoques: Visão Geral. Definições. Mensuração dos estoques. Fórmula de custeio. Teste de recuperabilidade. Divulgações em notas explicativas.
Esta é uma questão teórica e sua resolução demanda o conhecimento do Pronunciamento Técnico CPC nº 16, que estabelece o tratamento contábil para os estoques. Na questão, o conhecimento exigido é basicamente os conceitos de valor justo e valor realizável líquido.
Inicialmente, diz o CPC 16 que estoque são ativos:
a) mantidos para venda no curso normal dos negócios;
b) em processo de produção para venda; ou
c) na forma de materiais ou suprimentos a serem consumidos ou transformados no processo de produção ou na prestação de serviços.
Em seguida, temos as definições de valor justo e valor realizável líquido, da seguinte maneira:
Valor realizável líquido – é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários para se concretizar a venda.
Valor justo – é aquele pelo qual um ativo pode ser trocado ou um passivo liquidado entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si, com ausência de fatores que pressionem para uma liquidação da transação ou que caracterizem uma transação compulsória.
Das definições acima podemos também deduzir que o valor realizável líquido corresponde ao que a entidade espera realizar com a venda do estoque no curso normal dos negócios. Da mesma forma, podemos deduzir também que o valor justo corresponde à quantia pela qual compradores e vendedores, conhecedores do negócio, podem realizar uma transação relativa aos estoques.
Assim, a única alternativa errada é a letra E, pois o valor realizável líquido é que é específico para a entidade, isto é, depende de aspectos relacionados exclusivamente à entidade como custos de produção e gastos de vendas. Já o valor justo não é específico da entidade, pois depende das transações realizados no mercado como um todo.
É o que diz o item 7 do CPC nº 16:
7. O valor realizável líquido refere-se à quantia líquida que a entidade espera realizar com a venda do estoque no curso normal dos negócios. O valor justo reflete a quantia pela qual o mesmo estoque pode ser trocado entre compradores e vendedores conhecedores e dispostos a isso. O primeiro é um valor específico para a entidade, ao passo que o segundo já não é. Por isso, o valor realizável líquido dos estoques pode não ser equivalente ao valor justo deduzido dos gastos necessários para a respectiva venda.
É o que diz o item 7 do CPC nº 16:
7. O valor realizável líquido refere-se à quantia líquida que a entidade espera realizar com a venda do estoque no curso normal dos negócios. O valor justo reflete a quantia pela qual o mesmo estoque pode ser trocado entre compradores e vendedores conhecedores e dispostos a isso. O primeiro é um valor específico para a entidade, ao passo que o segundo já não é. Por isso, o valor realizável líquido dos estoques pode não ser equivalente ao valor justo deduzido dos gastos necessários para a respectiva venda.
Decoreba pura.
Gabarito: Letra E
Referências:
Pronunciamento Técnico CPC nº 16, disponível em http://www.cpc.org.br/pdf/CPC_16_R1.pdf. Acessado em 25/05/2011













